{"id":1572,"date":"2026-07-28T11:38:56","date_gmt":"2026-07-28T09:38:56","guid":{"rendered":"https:\/\/polish-citizenship.eu\/index.php\/?p=1572"},"modified":"2026-07-28T11:38:56","modified_gmt":"2026-07-28T09:38:56","slug":"uma-excepcao-a-regra-da-perda-de-cidadania-por-orfandade-apos-a-naturalizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/polish-citizenship.eu\/index.php\/uma-excepcao-a-regra-da-perda-de-cidadania-por-orfandade-apos-a-naturalizacao\/","title":{"rendered":"Uma Excep\u00e7\u00e3o \u00e0 Regra da Perda de Cidadania por Orfandade Ap\u00f3s a Naturaliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">(wyrok Naczelnego S\u0105du Administracyjnego z dnia 10 marca 2026 r. II OSK 2293\/23)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o surgiu de um caso em que o pai de um requerente de confirma\u00e7\u00e3o da cidadania polaca emigrou ap\u00f3s a guerra como \u00f3rf\u00e3o \u2014 perdeu o pai \u2014 para o rec\u00e9m-criado Estado de Israel. As autoridades administrativas e o tribunal de primeira inst\u00e2ncia entenderam que, como era menor de idade, a sua cidadania dependia da cidadania do seu pai. Como n\u00e3o tinha pai, deveria presumir-se que a sua cidadania era exclusivamente sua. Portanto, como adquiriu a cidadania israelita em Setembro de 1948, de acordo com a lei israelita, perdeu simultaneamente a cidadania polaca, nos termos do artigo 11.\u00ba da Lei de 20 de Janeiro de 1920, sobre a Cidadania do Estado Polaco. O argumento baseou-se na interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 13.\u00ba da referida Lei. A Lei (A concess\u00e3o e a perda da cidadania polaca, salvo estipula\u00e7\u00e3o em contr\u00e1rio no acto de concess\u00e3o ou na senten\u00e7a de perda da cidadania, estendem-se \u00e0 esposa da pessoa que adquire ou perde a cidadania polaca, bem como aos seus filhos at\u00e9 aos 18 anos) protege a fam\u00edlia apenas durante a vida do pai.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo Tribunal Administrativo (STA) n\u00e3o concordou com as avalia\u00e7\u00f5es acima referidas. Baseou os seus argumentos em v\u00e1rios fundamentos. Em primeiro lugar, atrav\u00e9s da interpreta\u00e7\u00e3o, apontou para a necessidade de plena capacidade jur\u00eddica. Em segundo lugar, a aus\u00eancia de pais que adoptassem o pai do requerente ou outros tutores legais, e a necessidade de agir com base nas normas contempor\u00e2neas de protec\u00e7\u00e3o dos direitos da crian\u00e7a. Em terceiro lugar, o estatuto amb\u00edguo da cidadania no Estado de Israel, que s\u00f3 foi regulamentado em 1952.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em suma, o STA indicou que, devido \u00e0 necessidade de proteger os direitos da crian\u00e7a, a quest\u00e3o da perda da cidadania polaca deveria ser avaliada especificamente. At\u00e9 1952, o Estado de Israel era formalmente um Estado sem cidad\u00e3os. No entanto, o Supremo Tribunal Administrativo defende que deve ser tida em conta a falta de plena capacidade jur\u00eddica, o que impediu o pai do requerente de tomar medidas destinadas a impedi-lo de obter a cidadania do Estado de Israel e, consequentemente, de perder a cidadania polaca.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(wyrok Naczelnego S\u0105du Administracyjnego z dnia 10 marca 2026 r. 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