{"id":775,"date":"2024-10-01T14:25:00","date_gmt":"2024-10-01T12:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/polish-citizenship.eu\/index.php\/?p=775"},"modified":"2025-05-29T14:26:54","modified_gmt":"2025-05-29T12:26:54","slug":"condicoes-para-o-reconhecimento-como-cidadao-polaco-apos-uma-condenacao-criminal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/polish-citizenship.eu\/index.php\/condicoes-para-o-reconhecimento-como-cidadao-polaco-apos-uma-condenacao-criminal\/","title":{"rendered":"Condi\u00e7\u00f5es para o reconhecimento como cidad\u00e3o polaco ap\u00f3s uma condena\u00e7\u00e3o criminal"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, ser uma pessoa condenada pode significar que um requerente de cidadania polaca n\u00e3o ser\u00e1 reconhecido como cidad\u00e3o polaco. Isto se aplica mesmo que a condena\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha sido expurgada e a pessoa esteja listada no C\u00f3digo Penal Nacional como sem antecedentes criminais. Uma certa viola\u00e7\u00e3o desta pr\u00e1tica dos \u00f3rg\u00e3os administrativos e da jurisprud\u00eancia foi causada pelo ac\u00f3rd\u00e3o do Supremo Tribunal Administrativo de 9 de abril de 2024, II OSK 1129\/22.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tribunal, o facto de uma pessoa que solicita a cidadania polaca ter sido condenada pela pr\u00e1tica de qualquer crime n\u00e3o pode ser automaticamente identificado com a exist\u00eancia de uma amea\u00e7a \u00e0 defesa ou seguran\u00e7a do Estado ou \u00e0 protec\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a e ordem p\u00fablicas. Nesse caso, as autoridades administrativas dever\u00e3o ter em conta o tipo de crime cometido, a pena imposta pelo tribunal penal a essa pessoa, bem como o comportamento da pessoa ap\u00f3s a pr\u00e1tica do crime.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso discutido, o requerente que pretendia obter a cidadania polaca foi condenado pelo Tribunal Distrital de Piaseczno, 2.\u00ba Departamento Criminal, num ac\u00f3rd\u00e3o de 18 de abril de 2017, ref. ato II K 1373\/16. O tribunal considerou o requerente culpado de cometer um ato nos termos do art. Se\u00e7\u00e3o 305 1\u00ba e 3\u00ba da lei de propriedade industrial e multou-o em cem di\u00e1rias, fixando a di\u00e1ria em trinta zlotys, e ainda ordenou-lhe a perda de provas materiais ao Tesouro do Estado. Em seguida, o Tribunal Distrital de Piaseczno, 2\u00aa Divis\u00e3o Criminal, no seu ac\u00f3rd\u00e3o de 5 de dezembro de 2018, ref. N\u00ba II K 988\/18, considerou o requerente culpado de cometer um ato nos termos do art. Se\u00e7\u00e3o 305 1 e 3 da lei de propriedade industrial e multou-o em duzentas di\u00e1rias, fixando a di\u00e1ria em vinte zlotys, e ainda ordenou-lhe a perda de provas materiais ao Tesouro do Estado. Ambas as senten\u00e7as indicaram que o arguido transformou o crime que cometeu numa fonte permanente de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, na opini\u00e3o do Supremo Tribunal Administrativo, as provas recolhidas no caso e os factos apurados na sua base n\u00e3o permitiam supor que a aquisi\u00e7\u00e3o da cidadania polaca pelo requerente em cassa\u00e7\u00e3o constituiria uma amea\u00e7a para a defesa ou seguran\u00e7a do Estado ou a prote\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a e da ordem p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, o Tribunal concluiu que o requerente foi condenado duas vezes pela pr\u00e1tica de um delito nos termos do 305 \u00a7 3 da Lei de 30 de junho de 2000, Lei de Propriedade Industrial (Di\u00e1rio Oficial de 2023, item 1170, texto consolidado). Este delito \u00e9 pun\u00edvel com pena de pris\u00e3o de 6 meses a 5 anos, por\u00e9m, em ambos os casos, o tribunal penal aplicou ao reclamante a cassa\u00e7\u00e3o do art. 37a do C\u00f3digo Penal e apenas o condenou a uma multa. A segunda senten\u00e7a foi proferida em 5 de dezembro de 2018. Ap\u00f3s esta senten\u00e7a, o requerente n\u00e3o cometeu nenhum crime at\u00e9 10 de mar\u00e7o de 2021. O registo criminal lavrado em 10 de mar\u00e7o de 2021 demonstra que o requerente n\u00e3o consta do Registo Criminal Nacional como pessoa com antecedentes criminais. Os autos tamb\u00e9m n\u00e3o indicam que tenha sido punido ap\u00f3s a data indicada at\u00e9 \u00e0 emiss\u00e3o da decis\u00e3o impugnada, ou seja, at\u00e9 14 de junho de 2021. Segundo o Supremo Tribunal Administrativo, isto prova que os crimes cometidos foram incidentais e n\u00e3o constituem por si s\u00f3 motivos para aceitar que existe uma condi\u00e7\u00e3o negativa que impede o queixoso de adquirir a cidadania polaca, referida no art. 31, ponto 2, da Lei de 2 de abril de 2009 sobre a cidadania polaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo, as pessoas condenadas t\u00eam certas hip\u00f3teses de obter a cidadania polaca se:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>A condena\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi expurgada<\/li>\n\n\n\n<li>Tr\u00eas anos ou mais se passaram desde a condena\u00e7\u00e3o e n\u00e3o houve conflitos com a lei durante esse per\u00edodo<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na pr\u00e1tica, ser uma pessoa condenada pode significar que um requerente de cidadania polaca n\u00e3o ser\u00e1 reconhecido como cidad\u00e3o polaco. 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